Numa sexta-feira 13, em 1963, sete pessoas morrem em Antares. Mas os coveiros estão em greve, e os defuntos, insepultos, vagam pela cidade vasculhando a intimidade de parentes e amigos. Em sua condição de fantasmas, podem denunciar à vontade os segredos dos mandantes locais.
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#1Bergmann5.773
#2Pela estrada à fora5.422
#3A barreira de AlDahin4.972
#4Outras Primeiras Pessoas De Amor E Guerra4.915
#5O Túnel do Tempo1.888
#6Princesinha do Papai1.751
#7Senhor das Cores e Símbolos - O Grande Livro das Raças1.655
#8AS PROEZAS E TRAVESSURAS DE LDANZIM1.608
#9SE EU TIVESSE ASAS1.505
#10Próxim Estação1.451
Posição em ficcao
#11
#1Uma história de uma vida590
#2O dia em que sai do meu corpo580
#3NAS QUEBRADA DO SERTÃO HÁ HEROIS PARA O POVO321
#4As Três Gerações243
#5MEGAN98
#6Contos do Tempo e da Terra, do Fogo e do Mar91
#7As Vozes do Espelho41
#8Inimigo à espreita!27
#9Revista Independente te vejo nas entrelinhas22
#10Cartografia das Ausências1
Descrição Completa
Numa sexta-feira 13, em 1963, sete pessoas morrem em Antares. Mas os coveiros estão em greve, e os defuntos, insepultos, vagam pela cidade vasculhando a intimidade de parentes e amigos. Em sua condição de fantasmas, podem denunciar à vontade os segredos dos mandantes locais.
Em dezembro de 1963, uma sexta-feira 13, a matriarca Quitéria Campolargo arregala os olhos em sua tumba, imaginando estar frente a frente com o Criador. Mas logo descobre que está do lado de fora do cemitério da cidade de Antares, junto com outros seis cadáveres, mortos-vivos como ela, todos insepultos.
Uma greve geral na cidade, à qual até os coveiros aderiram, impede o enterro dos mortos. Que fazer? Os distintos defuntos, já em putrefação, resolvem reivindicar o direito de serem enterrados - do contrário, ameaçam assombrar a cidade. Seguem pelas ruas e casas, descobrindo vilanias e denunciando mazelas. O mau cheiro exalado por seus corpos espelha a podridão moral que ronda a cidade.
Em Incidente em Antares , Erico Verissimo faz uma sátira política contundente e hilariante que, mesmo lançada em 1971, em plena ditadura militar, não teve receio de abordar temas como tortura, corrupção e mandonismo.
"Desta vez abri a veia da sátira e deixei seu sangue escorrer livre e abundantemente." - Erico Verissimo
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